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A pandemia promoveu mudanças no consumo de rádio no Brasil, mas diferentemente do que esperava o setor, elas foram muito mais positivas, com números expressivos inclusive de acesso de conteúdo pela internet. As informações são da pesquisa Kantar/Ibope ?Inside Rádio 2020, no ritmo da transformação?.


De acordo com os dados coletados em 13 regiões metropolitanas do País, 75% dos ouvintes de rádio afirmaram ouvir o meio com a mesma intensidade ou até mais após as medidas de isolamento social. E 17% disseram ouvir muito mais após o isolamento.


De cada cinco ouvintes, três escutam todos os dias e passam em média 4 horas e 41 minutos por dia ligados ao rádio.


Para a CEO do Kantar Ibope Media, Melissa Vogel, nesta edição da pesquisa a relevância do rádio ficou clara. ?É fato que a nossa rotina mudou e o rádio também se transformou para continuar fazendo parte dela, seja em novos horários ou locais de consumo?.


Público de web


A pesquisa identificou que as mulheres são maioria entre os ouvintes de rádio, com números bem semelhantes ao de habitantes das cidades, mas o cenário se inverte quando o consumo é pela web. 

O mesmo ocorre com a classe C, que é o maior percentual de ouvintes, mas perde para a classe AB quando a rádio é na internet.


A idade dos ouvintes é bem variada, indo de 10 anos e passando dos 60, mas no campo web, destaca-se o perfil do jovem adulto: o maior índice é de ouvintes entre 20 e 39 anos.


Em casa ou no carro


Com a pandemia, 78% das pessoas passaram a ouvir rádio em casa, contra 70% no ano passado. A audiência que costumava ouvir no carro diminuiu de 23% para 18%, e a que ouvia no trabalho, caiu de 13% para apenas 3%.


O velho conhecido aparelho de rádio é o equipamento usado por 81% dos ouvintes, enquanto 23% ouvem pelo celular.


Internet ganhou espaço


De acordo com o Kantar/Ibope, o tempo de consumo de rádio pela internet cresceu 15 minutos este ano. Além disso, 9% da população das regiões pesquisadas ouviram rádio web nos últimos 30 dias, um aumento de 38% em relação ao ano passado.


O consumo de podcast também mereceu destaque. 24% ouviram podcast durante a pandemia; 10% aumentaram esse consumo, e 7% ouviram podcast pela primeira vez.



FONTE: Portal Imprensa