Talvez esse capítulo da história do Rádio ganhe uma ?parte II? dessas histórias comuns que completam nossos dias. Ou talvez este capítulo receba um entrelaçar de histórias, contento duas narrativas. Pois, não é possível falar de Clube do Ouvinte se não contarmos a história de sua Rainha: Eli Aparecida. A nossa madrinha Eli tem sua história completamente bordada no rádio. Falar de Eli é falar de Rádio. Falar de Rádio é falar de Eli. Falar de Eli é falar de Clube do Ouvinte. Clube do Ouvinte sem Eli não existe.
Nessa confusão de fatos e histórias e emoções, temos um serviço cristão de evangelização, amor e paixão, de missão. O Clube do Ouvinte nasceu despretensioso. Desde 1996 era um grupo que espontaneamente fazia doações generosas à Rádio e ao serviço de difusão do bem. A Fundação Bom Jesus ? FBJ ? poderia adotar o slogan, ?Comunicar o bem é nosso compromisso?. Pois era exatamente isso que esse capítulo da história nos revela. Um serviço de bem oferecido para a comunidade de Manhumirim e região. Através de uma comunicação amadora, mas regada de muito compromisso cristão e social.
Eli Aparecida é viva desde que vive o rádio. É como que se numa gestação, fôssemos surpreendidos por gêmeos idênticos impossíveis de dizer quem é quem. A alma dessa grande mulher respira rádio. O microfone é seu palco, os ouvintes são seus amigos, conhecidos ou não, são sempre amigos. O pouco tempo que pude trabalhar com essa mulher eu fui entendendo o que é rádio muito mais que o que a faculdade me mostrou. Ao lado da Eli Aparecida, eu entendi que rádio tem a ver com coração. À medida que ele pulsa, pulsa também as ondas do rádio. Quanto mais forte bater, mais verdadeiro vai soar nos ouvidos de nossos ouvintes.
O Clube do Ouvinte Evangelizador é uma missão abraçada com fé e coragem. Através dessa ação, contribuímos por uma causa que vai além dos microfones e dos estúdios de gravação. Uma causa que luta e defende a boa informação, que denuncia as fake news, que informa e noticia, até salva vidas. Pois através de uma comunicação bem feita, apurada, pesquisada e transmitida com seriedade, realiza-se um serviço social que defende a vida de quem nos ouve. Tanto é que uma comunicação pautada na notícia falsa pode matar.
O Clube do Ouvinte Evangelizador nos compromete. Faz-nos envolver com as causas da própria cidade. É um caminho comprometedor de serviço humano e social. Quem se compromete também comunica. Eli Aparecida é exemplo de comprometimento social e com a comunicação verdadeira. Seu conhecimento não se encontra em diplomas pendurados na parede, mas encontra-se na vida vivida em cada rua de sua cidade. Seu conhecimento se encontra no balcão da emissora ao acolher bem todos aqueles que buscavam informação séria. Seu conhecimento se encontra no serviço de corpo a corpo. Eli Aparecida comunica não com um microfone, mas com sua vida, seu carinho com o público e sua paixão pelo rádio. Atrás do microfone ela também é impecável. Sua voz é popular, carismática, alegre, sorridente. Nosso coração se aquece e se enche de alegria ao ouvir Eli Aparecida com o seu e o nosso Clube do Ouvinte.
Ao povo dessa cidade, Eli Aparecida merece ser condecorada como Cidadã Honorária por Serviços Prestados à comunidade através da Comunicação. A Rádio Sociedade ?Voz de Manhumirim? carrega em suas linhas o nome dessa mulher de fibra, responsável em colocar alegria e coração no rádio. O rádio tem coração, e esse coração é o da Eli Aparecida. Esse coração pulsa carinho e alegria. Nele bate as frequências das ondas do rádio na mesma intensidade e força. Obrigado Eli por fazer parte dessa história. Minha história. Toda a nossa história.
Frt. Dione Afonso, SDN
Missionário Sacramentino de Nossa Senhora
Foto: ?Rádio é coração?.
Foto de @Victoria_Borodinova / via Pixabay
30 de julho de 2020.